Apresentação
A tecnologia trouxe ao indivíduo da contemporaneidade questões que transformaram os relacionamentos humanos e a forma de compreender a si mesmo e ao mundo. Dinâmicas aceleradas, velhos hábitos esquecidos e a introdução de novos meios tecnológicos e de comunicação (principalmente as redes sociais) alteraram diretamente nossa concepção de tempo e necessidades. As configurações temporais nos programam com uma velocidade mais acelerada que se valem de artifícios como pressões e competições características do mundo moderno para cumprimento de prazos e padrões pessoais e profissionais.
Tais pressões redesenharam os comportamentos humanos inseridos na sociedade capitalista ocidental. O estudo da mente revela que sofremos de angústias e temores provenientes da coisificação do ser humano, segundo Fromm (1984, p.107) “cada homem pode ser representado por uma entidade abstrata, por cifras, e sobre essa base se calculam os incidentes econômicos, se preveem as tendências e se tomam as decisões”.
Nesse contexto, o Desassossego buscou em espaços públicos pessoas comuns, de diferentes lugares sociais de fala, levantando o questionamento “o que é o seu desassossego?”. A proposta do diálogo com o sujeito em foco, filmada no formato documentário, surgiu de maneira natural, no intuito de deixar o entrevistado o mais a vontade possível, de modo que ele permitisse transparecer suas inquietações no seu discurso. Paralelamente, nós buscamos registrar em vídeo as ideias gerais das falas em metáforas, utilizando elementos figurativos e simbólicos, trabalhando os conceitos contemporâneos da arte, do vídeo e do cinema.
"[…] a arte do movimento nasce e se mantém até hoje sob os signos da revolução e do experimentalismo. Entre os tempos transcorridos dos seus primórdios à era digital, o campo cinematográfico sofre transformações que abalam suas expressões técnicas, estéticas e conceituais.” (SATT, Maria. 2009, p. 10.)
Desde Duchamp, a forma de se pensar arte e transmitir ideias sofreram rompimentos significativos com o formato clássico. As possibilidades híbridas das linguagens ampliaram o universo experimental dos processos artísticos que hoje contam ainda com elementos tecnológicos diversos e flexíveis. Desse modo também, o cinema e o vídeo passam por um processo de trocas técnicas e conceituais.
“Podemos destacar cineastas que mesmo fazendo cinema já trabalhavam com princípios (a não- linearidade, a colagem, o “direto”, a deriva) que se tornariam característicos da videoarte e da linguagem do vídeo. O cinema de Jean-Luc Godard ou os procedimentos do cinema direto (para ficarmos nos anos 60) já traziam algumas dessas questões, caras ao novo meio, e que iriam influenciar fortemente o moderno cinema brasileiro." (BENTES, Ivana. 2003, p.3).
O cinema enquanto vanguarda já teorizava suas práticas, antecipando para o vídeo muitos dos seus procedimentos. Já o vídeo desconfigura o vídeo e é incorporado por ele, levando fôlego à indústria cinematográfica.
A tecnologia trouxe ao indivíduo da contemporaneidade questões que transformaram os relacionamentos humanos e a forma de compreender a si mesmo e ao mundo. Dinâmicas aceleradas, velhos hábitos esquecidos e a introdução de novos meios tecnológicos e de comunicação (principalmente as redes sociais) alteraram diretamente nossa concepção de tempo e necessidades. As configurações temporais nos programam com uma velocidade mais acelerada que se valem de artifícios como pressões e competições características do mundo moderno para cumprimento de prazos e padrões pessoais e profissionais.
Tais pressões redesenharam os comportamentos humanos inseridos na sociedade capitalista ocidental. O estudo da mente revela que sofremos de angústias e temores provenientes da coisificação do ser humano, segundo Fromm (1984, p.107) “cada homem pode ser representado por uma entidade abstrata, por cifras, e sobre essa base se calculam os incidentes econômicos, se preveem as tendências e se tomam as decisões”.
Nesse contexto, o Desassossego buscou em espaços públicos pessoas comuns, de diferentes lugares sociais de fala, levantando o questionamento “o que é o seu desassossego?”. A proposta do diálogo com o sujeito em foco, filmada no formato documentário, surgiu de maneira natural, no intuito de deixar o entrevistado o mais a vontade possível, de modo que ele permitisse transparecer suas inquietações no seu discurso. Paralelamente, nós buscamos registrar em vídeo as ideias gerais das falas em metáforas, utilizando elementos figurativos e simbólicos, trabalhando os conceitos contemporâneos da arte, do vídeo e do cinema.
"[…] a arte do movimento nasce e se mantém até hoje sob os signos da revolução e do experimentalismo. Entre os tempos transcorridos dos seus primórdios à era digital, o campo cinematográfico sofre transformações que abalam suas expressões técnicas, estéticas e conceituais.” (SATT, Maria. 2009, p. 10.)
Desde Duchamp, a forma de se pensar arte e transmitir ideias sofreram rompimentos significativos com o formato clássico. As possibilidades híbridas das linguagens ampliaram o universo experimental dos processos artísticos que hoje contam ainda com elementos tecnológicos diversos e flexíveis. Desse modo também, o cinema e o vídeo passam por um processo de trocas técnicas e conceituais.
“Podemos destacar cineastas que mesmo fazendo cinema já trabalhavam com princípios (a não- linearidade, a colagem, o “direto”, a deriva) que se tornariam característicos da videoarte e da linguagem do vídeo. O cinema de Jean-Luc Godard ou os procedimentos do cinema direto (para ficarmos nos anos 60) já traziam algumas dessas questões, caras ao novo meio, e que iriam influenciar fortemente o moderno cinema brasileiro." (BENTES, Ivana. 2003, p.3).
O cinema enquanto vanguarda já teorizava suas práticas, antecipando para o vídeo muitos dos seus procedimentos. Já o vídeo desconfigura o vídeo e é incorporado por ele, levando fôlego à indústria cinematográfica.
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